segunda-feira, 20 de maio de 2013


Colosso
O Colosso de Rodes foi uma estátua de Hélios(deus do sol na Mitologia Grega) construída entre 292 a.C. e 280 a.C. pelo escultorCarés de Lindos. A estátua tinha trinta metros de altura, 70 toneladas e era feita de bronze. Tornou-se uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Cada pé estava apoiado em uma margem do canal que dava acesso ao porto, de modo que toda embarcação que chegasse à ilhagrega de Rodes, no Egeu por volta de 280 a.C. passaria obrigatoriamente sob as pernas da estátua de Hélios, protetor do lugar. Com 30 metros de altura, toda de bronze e oca, a estátua começou a ser esculpida em 292 a.C. pelo escultor Carés, que a concluiu doze anos depois. Na mão direita da estátua havia um farol que orientava as embarcações à noite. Era uma estátua tão imponente que um homem de estatura normal não conseguiria abraçar seu polegar.
O povo de Rodes mandou construir o monumento para comemorar a retirada das tropas do reimacedónioDemétrio, que promovera um longo cerco à ilha na tentativa de conquistá-la. Demétrio era filho do generalAntígono, que herdou de Alexandre, uma parte do império grego. O material utilizado na escultura foi obtido da fundição dos armamentos que os macedônios ali abandonaram.
A estátua ficou em pé por apenas 55 anos. Em 226 a.C. um terremoto atirou-a no fundo da baía de Rodes, e os habitantes de Rodes não a reconstruíram (por recomendação de um oráculo). No século VII, os árabes venderam os restos como sucata: para ter-se uma ideia do volume do material, foram necessários novecentos camelos para transportá-lo. A estátua, uma obra maravilhosa, levou Carés a suicidar-se logo após tê-la terminado, desgostoso com o pouco reconhecimento público.
Em 2008, uma arqueóloga alemã contestou a localização do Colosso de Rodes, baseada na falta de evidências submersas de fragmentos da estátua na região do porto. A arqueóloga supôs que a estátua estivesse totalmente em terra firme, numa montanha próxima.
O Colosso de Rodes foi uma estátua de Hélios, deus grego do sol, construída entre 292 a.C. e 280 a.C. pelo escultor Carés de Lindos. A estátua tinha 30 metros de altura, 70 toneladas e era feita de bronze. Tornou-se uma das sete maravilhas do mundo antigo. Uma embarcação que chegasse à ilha grega de Rodes, no Egeu por volta de 280 a.C. passaria obrigatoriamente sob as pernas da estátua de Hélios, protetor do lugar. É que o colosso tinha um pé em cada margem do canal que dava acesso ao porto. Com 30 metros de altura, toda de bronze e oca, a estátua começou a ser esculpida em 292 a.C. pelo escultor Carés, que concluiu-a doze anos depois. Na mão direita da estátua havia um farol que guiava as embarcações à noite. Era uma estátua tão imponente que um homem de estatura normal não conseguiria abraçar o seu polegar. O povo de Rodes mandou construir o monumento para comemorar a retirada das tropas do rei macedónio Demétrio, que promovera um longo cerco à ilha na tentativa de conquistá-la. Demétrio era filho do general Antígono, que após a morte de Alexandre, herdou uma parte do império grego. O material utilizado na escultura foi obtido a partir da fundição dos armamentos que os macedônios ali abandonaram. A estátua ficou em pé por apenas 55 anos, quando um terremoto atirou-a para o fundo da baía de Rodes onde ficou esquecida até à chegada dos árabes, no século VII, pois os habitantes de Rodes não o reconstruíram (isso deveu-se ao fato de que eles visitaram um oráculo próximo dali, e este recomendou-lhes não reconstruírem o colosso). Os árabes, então, venderam-na como sucata. Para se ter uma ideia do volume do material, foram necessários novecentos camelos para o transportar. Aquela estátua, considerada uma obra maravilhosa, levou Carés a suicidar-se logo após tê-la terminado, desgostoso com o pouco reconhecimento público.
Gigantesco Colosso é um robô Protoss projetado antes dos conflitos sangrentos da Intercessão Kalath. Ele dá longos passos pelo campo de batalha com suas pernas altas e finas; isso permite que ele atravesse elevações com facilidade. O Colosso possui uma forte blindagem moldada, carrega duas Lanças térmicas poderosas, uma de cada lado do corpo. O ataque de feixe do robô corta uma ampla faixa ao longo de seu alvo, fazendo do Colosso uma arma ideal contra infantaria. Diferente da maioria dos outros robôs Protoss, o Colosso foi criado puramente para a destruição. A produção do Colosso foi ilegal por séculos, mas a crescente e desesperadora guerra contra os Zergs forçou os Protoss a reviver a linha. 


irmãos grimm, as verdadeiras historias

O Flautista de Hamelin

É um conto adaptado pelos Irmãos Grimm, para descrever um estranho fato que ocorreu na cidade de Hamelin, na Alemanha em 1284.
Hamelin estava infestada de ratos, então ninguém sabia o que fazer, as pessoas tentaram de tudo, mas os ratos só estavam se alastrando mais ainda até que um dia, um forasteiro chegou à cidade, dizendo ser um ‘’caçador de ratos’’.
O homem disse que tinha a solução para que os ratos sumissem da cidade, e as pessoas prometeram um bom pagamento a ele, uma moeda de ouro para cada rato que ele matasse. O homem aceitou o acordo e começou o trabalho. Pegou uma flauta e assoprando, hipnotizou todos os ratos da cidade, atraindo eles com seu som até um rio, e fazendo todos eles se afogar.
Obtendo sucesso em sua missão, as pessoas não conseguiram pagar a divida, fazendo assim que ele se irritasse, e saísse da cidade. Semanas depois, em um domingo de manhã quando toda população estava na igreja, o flautista retornou a cidade tocando sua flauta, hipnotizando todas as crianças de Hamelin, menos três delas que se salvaram para contar o ocorrido.
130 crianças saíram acompanhando o flautista até uma caverna que ficava fora da cidade e elas nunca mais foram vistas. Ninguém soube contar o que ele fez com elas lá dentro, as hipóteses que foram levantadas foram assassinato depois de pedofilia na caverna escura.
As três crianças que restaram na cidade puderam contar o ocorrido, uma delas era cega(não conseguiu ver o caminho), outra surda(não ouvia a flauta) e a ultima usava muletas (não conseguiu acompanhar as outras crianças já próximas a caverna).
Em uma igreja de Hamelin, ainda existe uma vitral em memória do trágico ocorrido em tempos medievais, tendo o Flautista representado em uma roupa colorida, e as crianças de branco.
Esta historia não era necessária para este especial de contos de fadas originais, por ela ser um fato real ocorrido em tempos medievais, porém, ela se espalhou pelo mundo como um,então até hoje fica sem explicação plausível, sendo um mistério fantástico.

Hansel e Gretel // João e Maria
A historia de Hansel e Gretel é conhecida no português como João e Maria, é de tradição alemã e foi publicado pelos Irmãos Grimm em 1812.
O conto tem como personagens principais os dois irmãos Hansel e Gretel, que são abandonados pelos pais na floresta, enquanto procuram o lugar de volta para casa eles encontram um lugar com muitos doces e guloseimas, mas nele mora uma bruxa que os captura para comê-los no final. Até que é morta pela menina que salva seu irmão e vão embora. Originalmente, a historia não tinha bruxa, e sim um casal de demônios vermelhos que atraiam as crianças para sua moradia a fim de escravizá-las e depois devorar as mesmas. Mas também passou por modificações, a versão que é conhecida depois do fato dos demônios é de outra Bruxa, que morava em uma casa feita de gengibre, os pais de Hansel e Gretel resolveram abandoná-los por serem muito pobres e não ter condições de alimentar a todos. O pai leva os dois para um passeio, Hansel consegue marcar uma trilha feita de pedrinhas brancas, mas da segunda vez, ele marca com migalhas de pão que são comidas por pássaros, então se perde com sua irmã, e assim encontram a casa de gengibre, onde começam a comer, nisso, a velha bruxa aparece, os convida para entrar. A bruxa dá-lhes comida e camas confortáveis, mas quatro semanas depois ela engorda as crianças para poder comê-las. Ela tem um forno preparado e quando vai jogar Hansel, Gretel, em raciocínio rápido empurra a bruxa dentro do forno, e a tranca, deixando assar la dentro, enquanto isso, Hansel pega as coisas de valor e os dois vão embora para casa sendo guiados por um cisne branco. Chegando lá, encontram apenas o pai, pois sua mãe morreu, então apresentam os objetos de valor ao pai e vivem felizes para sempre. Na versão dos demônios, eles conseguem apenas matar a demônia, em um cavalete de madeira, cortando-lhe o pescoço e fugindo enquanto o demônio não está os vendo, mas depois a indícios que ele os perseguiu ate a casa e os matou fazendo um ritual. A historia de Hansel e Gretel foi reaproveitada na serie Buffy – A Caça-Vampiros, quando corpos de crianças com estranhas marcas de ritual são encontradas no cemitério de Sunnydale, mas trata-se de um demônio que toma a forma de Hansel e Gretel, que foram mortos, mas voltam de 50 a 50 anos para punir as Bruxas e incitar a discórdia de pequenas comunidades.
Chapeuzinho Vermelho

A historia da menina que usa um capuz e capa vermelha ficou famosa mundialmente tornando-se a fábula mais contada de todos os tempos, desde a época medieval, quando a historia surgiu pelos ataques de lobos e supostos lobisomens famintos que sempre rondavam os bosques a procura de alimento.
A versão que mais conhecemos, tem como chapeuzinho vermelho, viva no final, escapando com sua avó das garras do lobo, mas em versões diferentes e mais antigas, não existia lobo, ele era uma metáfora assim como a cor da sua roupa para identificar o inicio de uma vida feminina, a passagem de criança para adulta.
Tendo o capuchinho vermelho como significado para o ciclo menstrual da garota, e o lobo sendo os instintos sexuais mais selvagens que possam surgir em um humano, ou como um homem a procura de garotas na floresta.
No conto, Chapeuzinho Vermelho é enviada pela mãe, para a casa da avó, com objetivo de entregar-lhe uma cesta de guloseimas, mas a avisa para não ir pelo caminho da floresta, pois lá mora um lobisomem muito perigoso.
Teimosa, a garota resolve ir pela floresta, pois é mais perto, e ela chegaria à casa da avó muito mais rápido. Chegando a floresta, Chapeuzinho Vermelho encontra o lobisomem, que a faz perder tempo, e corre em grande velocidade para a casa da avó, chegando lá, ele a devora por partes, deixando o sangue da avó e alguns pedaços juntos para fazer a chapeuzinho vermelho comê-los quando chegasse até a casa.
Chegando lá, a garota bate a porta, e o lobisomem que já estava disfarçado de avó, tranca a porta e começa o show de horror, até que a chapeuzinho janta a sua avó, pois o monstro havia preparado a carne da velha como uma sopa e depois a força se deitar com ele, trazendo assim interpretações sexuais para a história, só que surgem as famosas frases imortais:
—Porque esses olhos tão grandes? Então ela é respondida:
—Ó minha querida, são para te ver melhor
—Porque essas orelhas tão grandes?
—São para te ouvir melhor.
—E porque essa boca tão grande?
—É para te comer!
O lobisomem devora chapeuzinho, mas em versões mais antigas, ela consegue o seduzir com strip-tease, logo após foge, e em uma mais antiga ainda, ela consegue fugir, fingindo que vai defecar, no banheiro que existia fora da casa naquela época, e assim consegue escapar.
  As belas historias de contos de fadas que povoam as mentes infantis, na maioria das vezes se originaram de lendas um tanto quanto assustadoras. Vejam algumas das lendas originais :
Bela Adormecida


O conto original de A Bela Adormecida (Belle au bois Dormant) foi escrito pelo francêsCharles Perrault em 1697 e depois ganhou uma versão dos alemães Irmãos Grimm (com o nome Little Brier-Rose). Mas antes disso, em 1634, o italiano Giambattista Basile havia publicado um conto muito semelhante chamado Sol, Lua e Tália (Sun, Moon, and Talia) que foi a inspiração de Perrault e do conto que conhecemos. Uma farpa de linho entra sob a unha da princesa Tália e ela imediatamente cai morta. O rei coloca sua filha em uma cadeira de veludo do palácio, tranca e parte para sempre, pra apagar a lembrança de sua dor. Algum tempo depois, outro rei estava por ali caçando e encontra Tália. Ele apaixona-se
por sua beleza mas como não consegue acordá-la, a estupra e vai embora. Nove meses depois Tália dá a luz a gêmeos, Sol e Lua, mas continua adormecida. Um dia um dos bebês não encontra seu seio para mamar e coloca a boca no dedo da mãe e suga. Suga com tanta força, que extrai a farpa e faz despertar. Um dia o rei lembra de “sua aventura” com Tália e resolve ir visitá-la. A esposa do rei descobre o caso e manda cozinhar as duas crianças e serví-las para o rei. Mas o cozinheiro prepara cabritos no lugar. Depois a rainha manda buscar Tália para lançá-la ao fogo, mas o rei chega e lança a própria esposa no lugar de Tália. Ele casa-se com Tália e vive com ela e seus filhos.

Branca de Neve e os Sete Anões
O conto da Branca de Neve ficou popular através da versão dos Irmãos Grimm (com o nome Little Snow-White), que haviam ouvido a história de duas irmãs chamadas Jeannette eAmalie Hassenpflug. Branca de Neve tinha 7 anos quando provocou a ira da rainha-madrasta por causa de sua beleza. Então a rainha convoca um caçador e pede que leve Branca de Neve para a floresta e a mate, trazendo seus pulmões e seu fígado para provar a morte. O caçador tem pena de Branca de Neve e a deixa fugir, levando pra rainha os órgãos de um javali. Então a rainha come os órgãos. Enquanto isso, Branca de Neve acha a casa dos anões e em troca de lavar, passar, costurar, limpar e arrumar a casa, eles a deixam ficar. Ao descobrir que Branca de Neve ainda está viva, a rainha vai até a casa dos anões 3 vezes. Primeiro, ela leva um corpete de seda, e tenta matar a garota apertando o corpete bem forte. Não funciona, então ela volta com um pente envenado e tenta a matar penteando seus cabelos. Na terceira vez ela vai com a maçã envenenada.Dessa vez os sete anões chegaram tarde demais e nada fez a Branca de Neve acordar. Como sua aparência ainda era boa e ela tinha bochechas coradas, eles não tiveram coragem de a enterrar e fizeram uma cripta de vidro para ela. Um dia um príncipe viu a cripta com a princesa e quis comprá-la dos anões. Os anões se recusaram a vendê-la, mas acabaram dando para o príncipe com pena, pois ele pediu muito. O príncipe tinha empregados para carregarem a cripta, mas um deles tropeçou e caiu, derrubando o caixão de vidro. Com a queda, Branca de Neve cuspiu o pedaço de maçã envenenada e voltou à vida. O príncipe e Branca de Neve planejam então uma festa de casamento e convidam a madrasta má (que não sabe que Branca é a noiva). Ela se arruma e quando se olha no espelho e pergunta, descobre que Branca está viva. Ela decide ir ao casamento mesmo assim e fica apavorada quando vê que a noiva realmente é Branca de Neve. Então, colocam um par de sapatos de ferro na brasa. Tiram da brasa e vestem na madrasta, a fazendo dançar até cair morta.
cinderela
Cinderela é um conto bastante antigo, com versão grega antes de Cristo e registros na China nos anos 800. Acredita-se que é a história com mais versões, centenas! Em muitas delas, Cinderela foge de seu pai, que quer casar-se com a própria filha pois esta lhe lembra sua falecida esposa. Assim como A Bela Adormecida, as duas versões mais conhecidas da história foram deCharles Perrault e dos Irmãos Grimm. A versão que conhecemos e que a Disney usou tem mais a ver com a de Perrault , que possui uma fada madrinha que transforma uma abóbora em carruagem. Abaixo a versão dos irmãos Grimm. Pai, mãe e filha eram uma família feliz até que a mãe ficou muito doente. Ela chamou a filha e disse-lhe para plantar uma árvore em seu túmulo, e sempre que precisasse de algo, fosse lá chacoalhar a árvore. Ela plantou e regou com suas lágrimas.
Algum tempo depois o pai se casou com outra mulher, que já tinha duas filhas más que apelidaram a menina de Cinderela. A madrasta logo botou a menina para trabalhar como empregada. Um dia, o rei anunciou 3 bailes e Cinderela foi obrigada a ajudar as irmãs a se arrumar para o primeiro baile. Ela não tinha vestido e tinha que separar lentilhas antes que as irmãs voltassem. Depois que elas sairam para o baile, dois pássaros bateram na janela e se ofereceram pra ajudar Cinderela com as lentilhas. No dia seguinte as irmãs contaram do baile para Cinderela (que tinha visto tudo da janela). E na mesma noite, teve outro baile. Dessa vez Cinderela não pôde ir pq teve que separar sementes. Os pássaros novamente a ajudaram. Quando eles acabaram, os pássaros disseram pra ela ir ao túmulo da mãe, ela sacudiu a árvore e ganhou um esplêndido vestido prata com acessórios. Mas ela tinha que voltar antes da meia-noite. Ela voltou pra casa e encontrou uma carruagem com serventes e cavalos para levá-la ao baile. Assim que dançou com ela o príncipe percebeu que ela seria sua esposa. Antes da meia-noite ela voltou para casa. No dia seguinte as irmãs más contaram sobre a misteriosa princesa que dançou com o príncipe. E na mesma noite haveria o 3º baile. Cinderela teve que ficar separando ervilhas e novamente os pássaros a ajudaram e ela chacoalhou a árvore de sua mãe. Dessa vez, Cinderela ganhou um vestido dourado com pedras preciosas e sapatilhas feitas de ouro. O príncipe já a esperava na escadaria e dessa vez fez muitas perguntas à seu respeito. Cinderela quase perdeu o horário e teve que sair correndo, perdeu um dos sapatinhos e ainda perdeu a carona, ficando no meio da rua com suas roupas velhas. O príncipe não a viu, mas encontrou seu sapatinho de ouro e proclamou que se casaria com a pessoa cujo pé coubesse nele. Chegou a vez das irmãs experimentarem. A madrasta as chamou e disse que se o sapatinho não coubesse, elas deveriam usar uma faca e cortar um pedaço de seus pés. A irmã mais velha experimentou e não serviu, então cortou seu calcanhar e o sapatinho serviu. O príncipe já estava levando ela para o castelo quando os pássaros amigos de Cinderela cantaram dizendo que tinha sangue no sapato. O príncipe viu e levou a impostora para casa. Então a segunda irmã experimentou os sapatos e precisou cortar os dedinhos para servir. Novamente o príncipe estava levando ela pro castelo e os pássaros deduraram o sangue. O príncipe voltou para a casa e perguntou se havia outra garota. A madrasta não queria, mas ele a fez chamar Cinderela. O sapatinho serviu e ele reconheceu sua noiva. Eles vão se casar e quando as irmãs vão para assistir, os pássaros bicam seus olhos e elas ficam cegas.

A Pequena Sereia

A pequena sereia possuia 5 lindas irmãs mais velhas, filhas do Rei do Mares. Quem cuidava das 6 meninas era a avó. E quando elas completavam 15 anos ganhavam a permissão de ir à superfície. Na sua ida à superfície, a pequena sereia se apaixona por um príncipe de um navio (e o salva quando o navio afunda). Ela vai atrás da bruxa do mar para ganhar pernas, mas sob algumas condições: ela perderá a voz, a cada passo sentirá dor como se pisasse em facas e por fim, se o príncipe não se casar com ela, ela estará condenada a virar espuma do mar. Depois da transformação ela se aproxima do príncipe e ele passa a amar, mas como se ama uma criança e não uma esposa. Algum tempo depois, um casamento é arranjado entre o príncipe e uma princesa de um reino próximo. Ele confunde a princesa com sua salvadora e fica noivo dela. No dia antes do casamento, as irmãs da sereia aparecem. Elas deram seus cabelos para a bruxa em troca de uma faca, que se cravada no coração do príncipe, dará a chance de a pequena sereia continuar viva e voltar a ser sereia como antes. Mas a pequena sereia não tem coragem de realizar tal ato e acaba virando espuma do mar.
A Bela e A Fera

A história de Andrew Lang de 1889 se difere bem pouco da história que nós conhecemos. Nela, não há objetos mágicos nem inimigo da Fera. Em uma outra versão, a Fera é descrita como alguém que se parece com uma cobra. Nessa história o mercador tem outras duas filhas interesseiras e três filhos além de Bela. Quando o mercador viaja, elas pedem coisas caras e Bela pede apenas uma rosa vermelha. No meio da jornada o mercador encontra um castelo, lá dentro ele tem tudo que precisa, como comida e lareira pra se aquecer. Mas quando vai embora, rouba uma rosa para sua filha. Então a Fera aparece e fica furiosa e diz que só o perdoa se ele lhe trouxer uma de suas filhas. O mercador volta para casa e Bela é a filha que se oferece para ficar com Fera. Chega no castelo pensando que vai ser devorada mas ele a trata como uma princesa. Além disso, Fera deixa o mercador encher dois baús com riquezas e levar para sua casa. Toda noite a Fera pede Bela em casamento e ela recusa. Um dia Bela pede para ir visitar seu pai, pois está preocupada e com saudade. A Fera deixa, mas a Bela deve voltar em dois meses, do contrário a Fera morrerá. Um dia Bela sonha com a Fera morrendo e se assusta e resolve voltar na mesma hora. Quando chega no castelo a Fera está realmente morrendo e Bela percebe o quanto o ama e diz. Então ele acorda e a pede novamente em casamento. Quando ela aceita, ele se transforma em um lindo príncipe.

Chapeuzinho Vermelho

Na versão de 1889 de Charles Perrault, o conto termina com o lobo comendo Chapeuzinho. Não há caçador pra ajudar. Já na versão de 1884, dos Irmãos Grimm, o caçador vai à casa da vovó, vê o lobo dormindo e então usa uma tesoura para abrir a barriga dele e tirar as duas de dentro. Antes que o lobo acorde, a Chapeuzinho enche sua barriga com pedras pesadas. Assim que ele acorda, tenta correr e não consegue por causa do peso, então, cai morto.

Os Três Porquinhos

Na versão de 1890, de Joseph Jacobs, os dois primeiros porquinhos são comidos pelo Lobo Mau. Quando o lobo invade a 3ª casa pela chaminé, ele cai num caldeirão de água fervente e morre. O 3º porquinho aproveita e faz um ensopado, e come o lobo.











Kraken.
Continuando seu vôo, Perseu chegou ao país dos etíopes, cujo rei era Cefeu. A rainha Cassiopeia, orgulhosa de sua beleza, atrevera-se a comparar-se com as ninfas marinhas, que, indignadas, mandaram um prodigioso monstro marinho devastar o litoral. A fim de apaziguar as divindades, Cefeu foi aconselhado, por um oráculo, a expor sua filha Andrômeda, para ser devorada pelo monstro. Olhando do alto, em seu vôo, Perseu avistou a virgem acorrentada a um rochedo e esperando que o dragão se aproximasse. Estava tão pálida e imóvel, que, se não fossem as lágrimas que escorriam e os cabelos que a brisa agitava, Perseu a teria tomado por uma estátua de mármore. Tão surpreso ficou ele diante do que via, que quase se esqueceu de bater as asas. Adejando sobre Andrômeda, exclamou: — O virgem, que não mereces estas cadeias, mas antes aquelas que prendem os amantes, dize-me, peço-te, teu nome e o nome de teu país, e por que estás presa desse modo. Ela, a princípio, manteve-se em silêncio, levada pelo recato, e teria escondido o rosto nas mãos, se o pudesse. Quando, porém, ele repetiu as perguntas, receosa de que lhe fosse atribuída a culpa de algum ato que não cometera, a virgem revelou seu nome e o de seu país, e o orgulho de sua mãe com a própria beleza. Antes que acabasse de falar, ouviu-se um ruído vindo da água e apareceu o monstro marinho, com a cabeça erguida sobre a superfície, cortando as ondas com o enorme peito. A virgem estremeceu, e seus pais, que haviam chegado ao local, mostravam-se desesperados, principalmente a mãe, que, incapaz, contudo, de proteger a filha, limitava-se a lamentar e abraçar a vítima. — Não há tempo para lágrimas — exclamou Perseu, então. — Só temos este momento para salvá-la. Minha posição como filho de Júpiter e meu renome como matador da górgona torna-me aceitável como pretendente. Tentarei, contudo, merecê-la pelos serviços prestados, se os deuses me forem propícios. Se ela for salva pelo meu valor, peço que seja a minha recompensa.
Os pais consentiram (quem teria hesitado?) e prometeram, com a filha, um dote real. O monstro já se encontrava a uma distância em que seria alcançado por uma pedrada de um hábil atirador, quando o jovem, num impulso súbito, ergueu-se no ar. Como uma águia, quando das alturas em que voa, avista uma serpente aquecendo-se ao sol, lança-se sobre ela e prende-a pelo pescoço, impedindo-a de virar a cabeça e utilizar-se de seus dentes, assim o jovem investiu contra o dorso do monstro, mergulhando a espada em seus ombros. Furioso com o ferimento, o monstro ergueu-se no ar, depois mergulhou no mar e, em seguida, como o javali cercado por uma matilha de cães, voltou-se rapidamente de um lado para o outro enquanto o jovem livrava-se de seus ataques por meio das asas. Sempre que conseguia encontrar, entre as escamas, uma passagem para a espada, Perseu produzia um ferimento no monstro, atingindo ora o flanco, ora as proximidades da cauda. A fera lançava, pelas narinas, água misturada com sangue. As asas do herói estavam molhadas e ele já não se atrevia a confiar nelas. Colocando-se num rochedo que se erguia acima das ondas, e erguendo um fragmento da rocha, desfechou com ele o golpe mortal. O povo, que se reunira na praia, ergueu um grito que ecoou pelos montes. Os pais, arrebatados de alegria, abraçaram o futuro genro, proclamando-o libertador e salvador de sua casa, e a virgem, causa e recompensa da luta, desceu do rochedo. Cassiopeia era etíope e, portanto, negra, a despeito de sua proclamada beleza. Pelo menos é o que parece ter pensado Milton, que faz alusão ao episódio no "Penseroso", onde se refere à Melancolia como sendo ...

a deusa sábia e santa,
Cujo rosto divino tem um brilho
Forte demais para o olhar humano.
E, assim, de negra cor, aos nossos olhos,
Parece ser. De cor escura e bela
Como a irmã do Príncipe Mêmnon
Ou a estelar rainha da Etiópia
Punida ao atrever-se a comparar
Com a das ninfas do mar sua beleza.


Cassiopeia é chamada a "estelar rainha da Etiópia", porque, depois de morta, foi colocada entre as estrelas, formando a constelação daquele nome. Embora tivesse alcançado essa honra, as ninfas do mar, suas velhas inimigas, conseguiram que ela fosse colocada na parte do céu próxima ao pólo, onde, todas as noites, tem de passar metade do tempo com a cabeça para baixo, recebendo uma lição de humildade.

A Kraken é menos um animal mitológico que um animal lendário, provavelmente inspirada avistamentos da vida real lula e polvo gigante pormarinheiros antigosO Kraken não é um mito gregoe assim os cefalópodesgigantes foram provavelmente nunca avistado por marinheiros gregosKrakenlendas vez vêm mais ao nortenas áreas escandinavos da Europa.
Comum nas narrativas mitológicas, o Kraken, é uma espécie de polvo ou lula gigante que atacava embarcações de viajantes que tentavam cruzar os mares. Tal criatura aparece principalmente na mitologia Grega e Nórdica, no entanto com pouquíssimas descrições e/ou citações. Sua forma de ataque aos navios era copiosa – enrolava seus logos tentáculos ao redor do casco da embarcação e virava-o ao mesmo tempo em que o apertava quebrando toda sua estrutura de madeira. A parte da tripulação que não fosse esmagada pelos tentáculos, pulava desesperadamente nas águas morrendo afogada ou era engolida pela criatura monstruosa que já havia se desprendido do barco.
A característica mais surpreendente dos contos deste monstro marinho é que diferentemente de outras histórias ele se parece com algo extremamente real, não sendo uma atrocidade imaginária como as hidras de várias cabeças ou as serpentes colossais. O nome Kraken só surge no século XVIII, porém as primeiras evidências dessa criatura parecem datar do século XII na Noruega, onde seu tamanho era tão relevante que poderia ser confundido com uma ilha ou mesmo um arquipélago.
Na mitologia nórdica à ele era atribuído por afundar navios que misteriosamente desapareciam e nenhum tripulante sobrevivia (os poucos que sobreviviam eram taxados como loucos, ao relatarem o que houve). Atacava os navegadores que tentavam cruzar o Atlântico Norte na região entre as terras Escandinavas, a Islândia e a Groenlândia.
Na mitologia grega a referencia não é feita diretamente a um polvo ou lula gigante, mas à criaturas mais exageradas com várias cabeças ou centenas de tentáculos. Já na mitologia nórdica o Kraken é mais “realista” sendo basicamente um polvo gigante. Em 1555, Olaus Magnus relatou uma criatura do mar com chifres afiados e longos ao redor de um orifício e repleta de braços como uma raiz de árvore, de comprimento e com olhos enormes.
Pescadores muito temiam esta criatura que muita das vezes acatava aqueles que roubavam seu alimento. Alguns dizem que o Kraken passou a atacar navios após a diminuição dos cardumes que passaram a ser pescados pelos humanos. Outros passaram a jogar peixes no mar como uma espécie de oferenda, acreditando que assim conseguiriam despistar a fúria do monstro.
Como muitos outros mitos o Kraken é uma exacerbação e/ou má interpretação da fauna pouco conhecida pelos humanos antigos. Pouco se sabe realmente se tal criatura existiu, mas atualmente cientistas vêm pesquisando esqueletos de ictiossauros nas profundezas dos oceanos buscando evidencias da existência de tal criatura. Segundo alguns estudiosos os Ictiossauros eram os reis dos oceanos há mais de 200 milhões de anos, no entanto atualmente foram encontrados ossos destes em uma disposição curiosa como se tivessem sido colocados em “tocas” de polvos, de maneira semelhante aos polvos atuais.
“As marcas nos ossos dos ictiossauros sugerem que uma criatura parecida com um polvo ou uma lula gigante sufocou os animais, partindo-lhes o pescoço. Além disso, as vértebras mostram marcas que remetem para a forma das ventosas do tentáculo de um cefalópode.”




Medusa
Medusa, ser terrível, embora monstro, é considerada pelos gregos uma das divindades primordiais, pertencente a geração pré - olímpica.
Só depois é tida como vítima da vingança de uma deusa. Uma das três górgonas, é a única que é mortal.
Três irmãs monstruosas que possuíam cabeça com cabelos em forma de serpentes venenosas, presas de javali, mãos de bronze e asas de ouro.
Seu olhar transformava em pedra aqueles que a fitavam.
Como suas irmãs, Medusa representava as perversões.
Euríale, simbolizava o instinto sexual pervertido, Ésteno a perversão social e Medusa a pulsão evolutiva, a necessidade de crescer e evoluir, estagnada.
Medusa também é símbolo da mulher rejeitada, e por sua rejeição incapaz de amar e ser amada, odeia os homens nas figura do deus que a viola e abandona e as mulheres, pelo fato de ter deixado de ser mulher bela para ser monstro por culpa de um homem e de uma deusa. Medusa é a própria infelicidade`, seus filhos não são humanos, nem deuses, são monstros. Górgona, apavorante, terrível.
O mito de Medusa tem várias versões, mas os pontos principais refletem estas características acima.
Como Midas ela não pode facilitar a proximidade, um transformava tudo em ouro com apenas um toque, ela é mais solitária mais trágica, não pode sequer olhar, pois tudo o que olha vira pedra, Medusa tira a vida, o movimento com um simples olhar, também não pode ser vista de frente, não se pode ter idéia de como ela é sem ficar paralisado, morrer.
Diz o mito que outrora Medusa fora uma belíssima donzela, orgulhosa de sua beleza, principalmente dos seus cabelos, que resolveu disputar o amor de Zeus com Minerva.
Esta enraivecida transformou-a em monstro, com cabelos de serpente.
Outra versão diz que Zeus a teria seqüestrado e violado no interior do templo de Minerva e esta mesmo sabendo que Zeus a abandonara, não perdoou tal ofensa, e o fim é o mesmo. Medusa é morta por Perseu, que também foi rejeitado e com sua mãe Danae trancado em uma arca e atirado ao mar, de onde foi resgatado por um pescador que os levou ao rei Polidectes que o criou com sabedoria e bondade.
Quando Perseu ficou homem, Polidectes enviou-o para a trágica missão de destruir Medusa.
Para isto receberia o auxílio dos deuses. Usando sandálias aladas pode pairar sobre as górgonas que dormiam. Usando um escudo mágico de metal polido, refletiu a imagem de Medusa como num espelho e decapitou-a com a espada de Hermes.
Do pescoço ensangüentado de Medusa saíram dois seres que foram gerados do conúbio com Poseidon. O gigante Crisaor e o cavalo Pégaso.
O sangue que escorreu de Medusa foi recolhido por Perseu.
Da veia esquerda saia um poderoso veneno, da veia direita um remédio capaz de ressuscitar os mortos. Ironicamente, trazia dentro de si o remédio da vida, mas sempre usou o veneno da morte.
" Três irmãs, três monstros, a cabeça aureolada de serpentes venenosas, presas de javalis, mãos de bronze asas de ouro: Medusa, Ésteno e Euríale. São símbolos do inimigo e se tem que combater. As deformações monstruosas da psiqué, consoante Chevalier e Gheebrant ( DictionnairedesSymboles, Paris Robert Laffont, Júpiter, 1982) se devem as forças pervertidas das três pulsões: sociabilidade, sexualidade, espiritualidade" .(Brandão, ed. Vozes 1987).
Tenho observado em pacientes em terapia, alguns processos que remetem ao mito de Medusa. Estes relatam um sofrimento imenso devido a dificuldades em perceber a própria imagem. Quem sou eu?
A grande pergunta para qual toda a humanidade busca respostas. Para estas pessoas, como se tivessem uma imagem invertida refletida no espelho, a pergunta é o que eu não sou.
Incapazes de mostrar uma imagem positiva, como os filhos monstros de Medusa, erram pela vida alinhando possibilidades para construir sua monstruosidade.
Estes filhos de Medusa, embora filhos de um deus, herdam da mãe a figura monstruosa a que se viu presa a bela Medusa. A duplicidade da Mãe os acompanha.
Pégaso unido ao homem é o Centauro, monstro identificado com os instintos animalescos. Mas tambem é fonte, como seu nome simboliza, alado , é fonte de da imaginação criadora sublimada e sua elevação.
Temos em Pégaso os dois sentidos ,a fonte e as asas. Símbolo da inspiração poética representa a fecundidade e a criatividade espiritual. Pégaso talvez represente o lado belo de Medusa, que ficou escondido, que não podia ser visto, pois como vimos ela representava a pulsão espiritual estagnada. Pégaso é a espiritualidade em movimento. Crisaor é apenas um monstro, pai de outros monstros Gerião de três cabeças e Équidna. Équidina herda da avó o destino trágico.
Seu corpo metade mulher, de lindas faces e belos olhos, tem na outra metade uma enorme serpente malhada, cruel . É a bela mulher de gênio violento. Incapaz de amar, devoradora de homens. Uma reedição de Medusa. Continuará a saga ancestral de odiar os homens e gerar monstros.
Com uma imagem distorcida, como dizíamos anteriormente, estes "filhos de Medusa" não podem ver-se a si mesmos como são, e sempre imaginam bem piores até mesmo do que poderiam ser.
Alguns autores como Melanie Klein e Alexander Lowen falam que a imagem de si se origina do olhar da mãe. A forma como a criança é olhada, é vista, o que ela percebe de rejeição ou aprovação é captado no olhar da mãe.
Os tristes filhos de Medusa não podem vê-la, tambem não podem ser vistos por ela. Esta mãe de mãos de bronze não pode acariciar, seu olhar paralisa, seus dentes de javali impedem que beije, mas quando poderia ser atingida pelo filho ela se torna divina, tem asas de ouro, é um alvo móvel.
Medusa incorpora para estas personalidades de estrutura depressiva o mito da mãe divina, vista pelo seu filho como a santa mãe, não gera filhos felizes, apenas trágicos. Não pode ser mulher, é santa.
A princípio como Jocasta, depositária da paixão do filho, Medusa não o ama, fazendo-o sentir-se torpr e culpado pelo seu amor incestuoso.
Como recurso ele a santifica para continuar amando-a e justificando a sua rejeição como forma de protege-lo da sua própria torpeza.
Desprovida como santa de instinto sexual, não pode falar ao seu filho da sexualidade feminina, não pode dizer-lhe o que é uma mulher. Inacessível como santa, torna-se monstro.
Monstro que é percebido pelo filho mas que se nega a ser visto como é. Medusa não olha, não acaricia, não orienta. Paralisa. Não é por acaso que o sentimento da depressão é a inércia, a perda da vitalidade.
Como se tivessem transformados em pedra pelo olhar da mãe os filhos de Medusa erram pela vida sem espelhos que traduzam sua imagem. São monstros cuja criatividade afogada na pedra de suas almas precisa ser libertada. Precisam encontrar um espelho e que lhes diga quem são ou pelo menos quem não podem ser.
No trabalho terapêutico de pacientes com depressão, tenho observado que há uma enorme dificuldade em perceber a figura materna. Ela é idealizada a partir de perfis culturais que parecem não poder ser questionados.
Frases como: "qual a mãe que não ama seus filhos?" ou "toda mãe é uma santa" traduzem a situação que impede a visão do real. São pessoas desprovidas de afeto, mas com uma enorme necessidade de carinho, que no entanto não suportam proximidade, de uma vez que não confiam em ninguém, pois não acreditam que podem ser amados. Sentem se monstros. Alguns mais adiante no processo chegam a perceber nitidamente que não foram amados, mas como se esquivando de perceber a profundidade dessa dor negam afirmando que isto é normal, diante da sua torpeza. Falam de mães ocupadas, falam de mães vaidosas ressentidas da perda da beleza com o nascimento do filho. Mas essas referências são quase superficiais.
Quando conseguem se aproximar da visão real dessa mãe de garras e mãos de bronze os sintomas se multiplicam, aumenta a depressão e com esta a paralisia, a inércia. Podem passar vários dias deitados, sem trabalhar ou realizar um mínimo de esforço.
Ver Medusa é petrificar-se. Muitos desenvolvem sintomas de dor de cabeça, medo de doenças fatais como câncer, AIDS (doenças ligadas a amputação, decapitação, ao sangue, a sexualidade e sintomas de castração).
As fantasias de autopunição se multiplicam, relatam possibilidades de acidentes de automóvel ou com armas de fogo. Tem fantasias de traição com amigos ou companheiras. São pessoas trágicas. Todos relatam uma ausência de alegria, mesmo quando estão em ambientes alegres. Uma profunda inveja do prazer do outro os assola. Muitos perseguem a fantasia de resolver a falta com postos de poder e dinheiro. Aumenta a dor. O poder que tanto ansiaram ou o dinheiro que tudo resolveria aumentam a profundidade do abismo. Ter tudo e não sentir-se nada é muito mais terrível. O abismo se abre cada vez mais como as entranhas da mãe monstruosa. Restam- lhes fantasias suicidas. É preferível morrer a sentir-se monstro. Muitos realizam esta fantasia como ultima tentativa de atingir Medusa.
Mas ela nada sentirá, seu ódio pelo homem que a violou transmite-se ao filho que gerou. Sua pior inimiga Minerva ( a deusa da inteligência), deixa-lhe como legado o ódio às mulheres.
Não pode dizer ao filho como lidar com elas, como gerar com elas novos filhos, amados ,sadios. Sua descendência, embora não precise ser deverá ser de monstros gerando outros monstros. Fala-se da hereditariedade da depressão. Penso que se houver é muito mais transmitida em gestos e pelo ambiente trágico e desprovido de prazer, em que estas novas crianças nascerão.
Os filhos de Medusa não podem ter mulheres amorosas, isto a denunciaria. Raramente, quando encontram estas mulheres não podem confiar nelas e abortam assim a possibilidade de obter o amor que os revitalizaria.
Mas, apesar das dificuldades e das fantasias autopunitivas, Medusa pode ser vista.
Através do espelho do terapeuta e deste como espelho, a figura de medusa pode ser vista. Se a relação terapêutica se dá de forma transferencial, amorosa, confiante, o espelho refletirá imagem de Medusa, como ela é.
Incapaz de amar, cruel e terrível, górgona, apavorante. Como resultado o filho descobrirá que o monstro é ela, não ele. Da morte dela resulta sua vida, e como Pégaso ele ganha os céus, liberto, simbolizando a vitória da inteligência e sua união com a espiritualidade, a sensibilidade que sempre existiu naquele que se julgava o monstro.
Como Pégaso, se não se aferrar ao seu aspecto de humano comum, em revoltas descabidas e em vinganças inúteis poderá compreender a tragédia de Medusa e perdoa-la. Não se transformará no monstro Centauro, identificado com o instintos animalescos e a sexualidade desregrada. Se incorporar Centauro errará pela vida sem pertencer a ninguém. Homem de muitas mulheres, mas sem nenhuma. Será monstro preso a sua mãe monstruosa. Incapaz de amar como ela. Se assumir sua condição de Pégaso, será fonte, de todas as belezas, da mais pura elevação, da criatividade, da fidelidade. Não é por acaso que Pégaso simboliza a Poesia.
As filhas de Medusa também apresentam como ela a impossibilidade de ser amada. São mulheres tristes de trágica figura, mesmo quando belas. Condenadas a serem crianças eternas presas as entranhas da mãe, não podem deixar de ser filhas-monstro, a não ser para poderem ser mães- monstro. Filhas da violação e do abandono (é assim que Medusa transmite a elas sua relação com os homens) são mulheres-meninas, incapazes de perceber o homem a não ser como brinquedo, ou como fonte de sofrimento. Unem-se quase sempre a homens cruéis que possam justificar a idéia da mãe da impossibilidade de ser feliz com um homem.
Quando raramente encontram o amor, destroem-no destruindo o homem amado, como faz no mito Équidna, legítima herdeira de Medusa..
Mulheres de amores infelizes, herdam de Medusa as garras, as mãos de bronze, e as asas de ouro. Vítimas de novos abandonos reforçam em cada experiência infeliz a idéia da mãe.
Também possuem o olhar terrível. Das uniões infelizes geram filhos infelizes que carregam presos a si mesmas não por amor, mas pelo terror que podem gerar.
Novas medusas. Se pela procura puderem chegar ao espelho, podem ser deusas, podem ser Pégasos, ou até mesmo Poesia uma das Musas; se não seguirão seus destinos de mulheres- crianças gerando filhos que não podem amar e que no máximo lhes servem de brinquedo para suas brincadeiras cruéis de paralisar e aterrorizar pessoas. Seguem a saga de Medusa. Mulher que se torna monstro, pelo descuido de homem, pela crueldade de uma deusa.
Mas e as mulheres Medusa? O que lhes resta?
O próprio mito nos mostra.
Perseu filho de Danae, mãe amorosa, que segue seu filho no destino que lhes foi dado pelo pai terrível que ouviu de um mago que seria assassinado pelo neto.
Trancados em uma arca atirados ao mar são salvos por Poseidon que os encaminha a uma praia tranqüila onde são recolhidos por um pescador e levados ao rei Polidectis, que o educa amorosamente como filho. Perseu é filho de mãe amorosa, que tudo perde para seguir seu filho. Que abandonada por um homem, o próprio pai, atirada à morte por ele não transforma isto em ódio a masculinidade. Perseu também. Seu abandono pelo avô e pelo pai que não o salva, é no entanto criado por um pai amoroso.
Perseu e Danae o oposto de Medusa. Não permitiram que sua desgraça se transformasse em ressentimento para com a humanidade. Foram alcançados e salvos pelo amor humano.
Ao contrário de Medusa, da qual ninguém pode se aproximar. Somente Perseu poderia destruir Medusa, ele pode ser visto exatamente como seu contrario no espelho, ela mulher, ele homem, ela ressentida, ele perdoando, ela sem possibilidade de resgate, ele salvo pelo amor da mãe que o acompanha, pelo cuidado de um deus e pelo amor de uma pai-rei.
Tudo o que faltou a Medusa que precisa ser vista, no espelho, para poder ser destruída e libertar Pégaso.
Medusa tem que ser compreendida alem do seu aspecto monstro, como mulher-criança, frívola, presa a beleza passageira, desafiando a grande deusa, a inteligência a quem desafia e a quem odeia. Para depois de morta servir a ela, Minerva, mesmo que seja como esfinge no seu escudo.
Guiado pela inteligência e sabedoria de Minerva, que corrige o seu erro de ter criado um monstro, o olhar de Medusa agora é útil, tem aplicabilidade, destroi o inimigo. Já não mata os que ama.
Se a transferência não se realiza, se a relação terapêutica não se faz, e disse alguém que a terapia é uma função de amor, os filhos de Medusa verão no terapeuta a imagem dela e fugirão.
Tudo estará perdido, o amor não poderá realizar seu resgate, e Medusa permanecerá eternamente viva destruindo e paralisando até que se destrua ou destrua seus filhos.